O objetivo da Fin-X com essa captação é dobrar de tamanho e entrar com mais força no setor público.
A startup que criou um software para gerenciar o fluxo de cirurgias já atende 150 hospitais e tem uma fila de espera de outros 100 para implementação. A meta é ter até o final de 2025 entre 300 e 350 hospitais em operação.
As cirurgias e internações representam de 50% a 60% da receita dos hospitais – e aproximadamente a mesma proporção dos custos das operadoras.
Mas a organização da fila (quem opera antes de quem) geralmente é um enorme desafio: o médico tem pouca visibilidade da data e muitas vezes fica sabendo na última hora que a operadora aprovou o procedimento, e que a operação foi marcada. Já o hospital precisa ter uma equipe grande para gerir tudo isso, e acaba sofrendo com ociosidade por não conseguir alocar operações em cancelamentos de última hora.
A Fin-X começou a lidar com o SUS quando entrou em hospitais filantrópicos e Santas Casas, onde, por lei, de 60% a 70% das cirurgias têm que ser destinadas ao SUS, e já está fazendo projetos (pro bono) para 10 Secretarias de Saúde.
Agora, a empresa aplicou para três linhas de fomento, buscando R$ 20 milhões para desenvolver soluções que atendam o setor público, onde o problema das filas para cirurgias é muito maior do que na rede privada.
A startup opera no modelo de SaaS, cobrando uma assinatura mensal que varia dependendo do volume de cirurgias que o hospital faz.
Julio, do Atlantico, disse ainda que passou alguns dias visitando hospitais e que nos hospitais que não usavam o software da Fin-X, os centros de operação “eram como call centers.”
“Tinha de 10 a 20 pessoas no telefone o dia inteiro, recebendo informações de lugares diferentes e coordenando isso num quadro branco gigantesco. Era uma zona,” disse ele. “Já nos hospitais com o software da Fin-X, esses centros já tinham 20% menos pessoas e era um silêncio, porque tudo era feito no software.”
Até agora, o software da Fin-X conecta os médicos com os hospitais, permitindo que eles façam o agendamento e acompanhem tudo pelo software, e dando ferramentas para os hospitais gerirem a fila de cirurgias, garantindo que não haja ociosiosidade de salas e equipamentos.
Com a rodada, a Fin-X dará um passo além, integrando seu sistema com o das operadoras e permitindo que elas tenham visibilidade dos pedidos dos médicos desde o início.
Fonte: Pedro Arbex, 29/04/25, Brazil Journal
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