Chegar aos 100 anos (de preferência com a saúde plena) poderá deixar de ser raro e quase inalcançável para se tornar algo “totalmente razoável” nas próximas décadas. A previsão foi feita pelo pesquisador ítalo-americano Valter Longo, gerontólogo e diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia (USC), em entrevista exclusiva ao Estadão no início de novembro, durante sua passagem pelo Brasil, onde esteve para participar de evento promovido pelo Instituto Vencer o Câncer.

O que mais chama a atenção na previsão de Longo, no entanto, é o caminho que ele acredita ser o mais viável para tornar-se um centenário: nada de biohacking ou tratamentos malucos para reverter o envelhecimento das células; alcançar os 100 anos será mais factível para quem seguir recomendações baseadas na ciência em três pilares bem conhecidos do público geral: alimentação, exercício físico e sono.

Considerado um dos maiores estudiosos da relação entre nutrição e envelhecimento, Longo ficou mundialmente conhecido ao publicar o livro A Dieta da Longevidade, no qual promove um plano alimentar baseado majoritariamente em vegetais, grãos integrais, leguminosas e gorduras saudáveis, com pouco peixe e mínima carne vermelha. Seu mais recente livro, Desnutrir o Câncer, Nutrir o Paciente, fala sobre o papel da alimentação – mais especificamente sobre uma estratégia conhecida como dieta que imita o jejum – no combate aos tumores.

Fonte: Fabiana Cambricoli, Estadão, 06/01/2026

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